Como funciona a Educação à Distância
Há algumas semanas estamos falando aqui em nossa coluna sobre Educação à Distância. Primeiro, mostrando ser a EAD uma excelente oportunidade para aqueles que não têm condições, sejam elas econômicas ou de transporte, de se deslocar até escolas, faculdades e universidades e que também possibilita a aprendizagem de um número maior de pessoas. Depois, destacamos mitos e verdades que envolvem o assunto e discutimos de forma mais conceitual sobre esta modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu auto-estudo em tempo distinto.
Para finalizar o tema, hoje destacamos a sistemática da EAD e as várias metodologias existentes de Educação à Distância. Por mais avançada que esteja a tecnologia e por mais virtualizada que esteja nossa sociedade, o ensino à distância por correspondência ainda sobrevive e forma milhares de alunos todos os anos. Fruto da primeira geração, o Instituto Universal Brasileiro, por exemplo, ainda existe até hoje e envia seu material de estudo pelo correio para seus alunos. Acompanhando a tendência tecnológica, possui um site na Internet onde o interessado pode verificar o conteúdo dos vários cursos oferecidos e fazer sua opção. Mas o curso propriamente dito é basicamente por correspondência, através de material impresso.
Outra modalidade existente oferece aos alunos o material de estudo em mídias de armazenamento de dados mais modernas como CD e DVD e propicia a eles a entrega de trabalho e provas através da Internet ou através de encontros presenciais. Uma outra modalidade, representada pelos Telecursos usa como recurso os programas radiofônicos e televisivos, vídeos e também material impresso.
Mais modernos são os ambientes interativos e as aulas transmitidas ao vivo por satélite. Nos cursos de pós-graduação oferecidos pela SIGMA Cursos & Concursos através do Sistema EADCON de ensino, por exemplo, há um misto destas tecnologias. O aluno que se matricula em um dos cursos oferecidos nas áreas de Educação e Administração faz um primeiro módulo de cinco disciplinas básicas na SIGMA, que duram aproximadamente cinco meses, assistindo a aulas que são transmitidas ao vivo dos estúdios da Faculdade Educacional da Lapa (FAEL), entidade que certifica todos os cursos, diretamente do Paraná. Após cada aula o aluno acessa o site com seu usuário e senha para pegar o conteúdo das aulas e verificar quais trabalhos estão sendo propostos. O aluno faz os trabalhos, discute com o tutor e os envia pela Internet para correção e nota.
Nos próximos sete meses de curso, o aluno tem mais flexibilidade para estudar o conteúdo específico, de acordo com o curso de pós-graduação escolhido, pois não precisa mais frequentar a escola para assistir a aulas ao vivo. Os materiais são todos disponibilizados na Internet e, neste ambiente, o aluno interage com o tutor da disciplina e com os demais alunos de curso, participando de chats e fóruns de discussão. Da mesma forma que a fase anterior, o aluno deve fazer os trabalhos nos prazos determinados e postá-los no site, de forma a ser realizado o processo de avaliação. Após estes doze meses de estudo, o aluno tem seis meses, no máximo, para entregar seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), de forma a obter sua aprovação e o seu diploma.
Este Blog foi concebido para que sejam publicadas as colunas mensais de nome "Filosofia & Cia", escritas para o Jornal Cultural "Conhece-te a ti mesmo", as colunas mensais "Gestão e Liderança" escritas para a Revista Ideia e a coluna semanal "Falando de Educação", do Jornal Expressão Regional, todas publicações veiculadas na cidade de Conselheiro Lafaiete - MG.
Mostrando postagens com marcador Educação à Distância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação à Distância. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Coluna “Falando de Educação” - Ano II – Número 57 – 03 de Julho de 2010
Ensino à Distância ou Educação à Distância ?
Há duas semanas estamos falando aqui em nossa coluna sobre Educação à Distância. Primeiro, mostrando ser a EAD uma excelente oportunidade para aqueles que não têm condições, sejam elas econômicas ou de transporte, de se deslocar até escolas, faculdades e universidades e que também possibilita a aprendizagem de um número maior de pessoas. Depois, destacamos mitos e verdades que envolvem o assunto. Esta semana, discutiremos, de forma um pouco mais conceitual a respeito desta modalidade de ensino, por vezes designada erradamente de ensino à distância, que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu auto-estudo em tempo distinto.
A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados os Correios, o rádio e a TV, entre tantas outras tecnologias existentes. Na expressão ensino a distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). O termo educação é preferido por ser mais abrangente, embora nenhuma das expressões, segundo alguns especialistas, seja plenamente completa.
O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época. Na primeira geração, o ensino por correspondência, caracterizada pelo material impresso iniciado no século XIX. Nesta modalidade, por exemplo, o pioneiro no Brasil é o Instituto Monitor, que, em 1939, ofereceu o primeiro curso por correspondência, de Radiotécnico. Em seguida, temos o Instituto Universal Brasileiro, atuando há mais de dezenas de anos nesta modalidade educativa no país.
A segunda geração veio com a Teleducação e os Telecursos, com o recurso dos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. A comunicação síncrona predominou neste período. Nesta fase, por exemplo, destacaram-se a Telescola (Portugal) e o Projeto Minerva, no Brasil. A terceira geração nos apresentou os ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e as informações são armazernadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As inovações da World Wide Web possibilitaram avanços na educação a distância nesta geração do século XXI. Hoje, os meios disponíveis são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio eletrônico, blogues, espaços wiki, plataformas de ambientes virtuais que possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores.
Na educação à distância, mudam completamente os papéis do aluno e do professor, conforme acontece há muitos anos dentro das salas de aula e com os quais estamos muito acostumados. Nesse processo de aprendizagem, o orientador, ou tutor, atua como "mediador", isto é, aquele que estabelece uma rede de comunicação e aprendizagem multidirecional, através de diferentes meios e recursos da tecnologia da comunicação, não podendo assim, se desvincular do sistema educacional e deixar de cumprir funções pedagógicas no que se refere à construção da ambiência de aprendizagem. Esta mediação tem a tarefa adicional de vencer a distância física entre educador e o educando.
Já o aluno, deverá ser auto-disciplinado e auto-motivado, para que possa superar os desafios e as dificuldades que surgirem durante o processo de ensino-aprendizagem. Atualmente, a educação a distância possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo da pesquisa e do compartilhar de conteúdos.
Há duas semanas estamos falando aqui em nossa coluna sobre Educação à Distância. Primeiro, mostrando ser a EAD uma excelente oportunidade para aqueles que não têm condições, sejam elas econômicas ou de transporte, de se deslocar até escolas, faculdades e universidades e que também possibilita a aprendizagem de um número maior de pessoas. Depois, destacamos mitos e verdades que envolvem o assunto. Esta semana, discutiremos, de forma um pouco mais conceitual a respeito desta modalidade de ensino, por vezes designada erradamente de ensino à distância, que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu auto-estudo em tempo distinto.
A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados os Correios, o rádio e a TV, entre tantas outras tecnologias existentes. Na expressão ensino a distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). O termo educação é preferido por ser mais abrangente, embora nenhuma das expressões, segundo alguns especialistas, seja plenamente completa.
O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época. Na primeira geração, o ensino por correspondência, caracterizada pelo material impresso iniciado no século XIX. Nesta modalidade, por exemplo, o pioneiro no Brasil é o Instituto Monitor, que, em 1939, ofereceu o primeiro curso por correspondência, de Radiotécnico. Em seguida, temos o Instituto Universal Brasileiro, atuando há mais de dezenas de anos nesta modalidade educativa no país.
A segunda geração veio com a Teleducação e os Telecursos, com o recurso dos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. A comunicação síncrona predominou neste período. Nesta fase, por exemplo, destacaram-se a Telescola (Portugal) e o Projeto Minerva, no Brasil. A terceira geração nos apresentou os ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e as informações são armazernadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As inovações da World Wide Web possibilitaram avanços na educação a distância nesta geração do século XXI. Hoje, os meios disponíveis são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio eletrônico, blogues, espaços wiki, plataformas de ambientes virtuais que possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores.
Na educação à distância, mudam completamente os papéis do aluno e do professor, conforme acontece há muitos anos dentro das salas de aula e com os quais estamos muito acostumados. Nesse processo de aprendizagem, o orientador, ou tutor, atua como "mediador", isto é, aquele que estabelece uma rede de comunicação e aprendizagem multidirecional, através de diferentes meios e recursos da tecnologia da comunicação, não podendo assim, se desvincular do sistema educacional e deixar de cumprir funções pedagógicas no que se refere à construção da ambiência de aprendizagem. Esta mediação tem a tarefa adicional de vencer a distância física entre educador e o educando.
Já o aluno, deverá ser auto-disciplinado e auto-motivado, para que possa superar os desafios e as dificuldades que surgirem durante o processo de ensino-aprendizagem. Atualmente, a educação a distância possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo da pesquisa e do compartilhar de conteúdos.
Marcadores:
Educação,
Educação à Distância,
Falando de Educação
Coluna “Falando de Educação” - Ano II – Número 56 – 26 de Junho de 2010
Mitos e Verdades em relação à Educação à Distância
Semana passada começamos a falar sobre Educação à Distância (EAD), mostrando ser esta modalidade de ensino uma excelente oportunidade para aqueles que não têm condições, sejam elas econômicas ou de transporte, de se deslocar até escolas, faculdades e universidades. Também destacamos que a EAD já se tornou uma formidável ferramenta que as corporações estão utilizando para a capacitação de seus colaboradores, com economia de tempo, esforço e dinheiro.
Na coluna anterior, destacamos também que a Justiça determinou que a Prefeitura de São Paulo não pode mais recusar ou negar validade a diplomas e certificados de cursos e programas a distância nos concursos públicos para preenchimento de cargos de magistério, nos processos de atribuição de turnos e de classes e aulas docentes. Esta semana vamos colocar algumas questões à respeito da EAD e esclarecer mitos e verdades sobre o assunto.
o Na modalidade EAD, a dedicação exigida nos estudos é menor ? Este é um dos grandes mitos que deve ser combatido. No caso dos cursos de pós-graduação nas áreas da Educação e Administração que oferecemos na SIGMA, por exemplo, que são muito bem planejados e ricos em material didático e em atividades, é exigida do aluno dedicação ao estudo e à pesquisa. Não é verdade que em um curso à distância os alunos aprendem menos do que em um curso presencial.
o Quem é muito disperso, pode ter mais dificuldade nos estudos ? É verdade. A EAD não é feita para quem é pouco comprometido ou necessita de alguém cobrando seus estudos o tempo todo. É necessário um compromisso pessoal com a própria aprendizagem. Controlar o seu próprio tempo e dedicar-se com afinco aos estudos é pré-requisito para fazer um bom curso à distância.
o Dizem que para fazer um curso à distância, não é preciso sair de casa. É mito. Tomando novamente como base os cursos de pós-graduação nas áreas da Educação e Administração oferecidos pela SIGMA, durante a primeira fase dos cursos, que dura aproximadamente 5 meses, os alunos devem comparecer à escola semanalmente ou quinzenalmente, dependendo do curso, em datas previamente marcadas, para assistir às aulas. Em uma segunda fase, que dura cerca de 7 meses, ele terá mais flexibilidade de horário, podendo estudar até em casa, se quiser. Durante a terceira fase, que pode ser feita em até seis meses, ele elabora o seu Trabalho de Conclusão de Curso.
o No Ensino à Distância, é possível estudar quando quiser ou tiver vontade ? Depende. Existe uma boa margem para que o aluno monte seu próprio horário, mas também é necessário participar de discussões on-line com professores e colegas, em horários previamente marcados. É preciso ter muito cuidado com esta questão, pois deve-se ter disciplina para manter um bom ritmo de estudos, traçar uma rotina que inclua pesquisas, leituras obrigatórias e algumas complementares. Quem acha que pode estudar quando quiser, muitas vezes não encontra horário para estudar nunca. É importante ficar atento a isto !
Semana passada começamos a falar sobre Educação à Distância (EAD), mostrando ser esta modalidade de ensino uma excelente oportunidade para aqueles que não têm condições, sejam elas econômicas ou de transporte, de se deslocar até escolas, faculdades e universidades. Também destacamos que a EAD já se tornou uma formidável ferramenta que as corporações estão utilizando para a capacitação de seus colaboradores, com economia de tempo, esforço e dinheiro.
Na coluna anterior, destacamos também que a Justiça determinou que a Prefeitura de São Paulo não pode mais recusar ou negar validade a diplomas e certificados de cursos e programas a distância nos concursos públicos para preenchimento de cargos de magistério, nos processos de atribuição de turnos e de classes e aulas docentes. Esta semana vamos colocar algumas questões à respeito da EAD e esclarecer mitos e verdades sobre o assunto.
o Na modalidade EAD, a dedicação exigida nos estudos é menor ? Este é um dos grandes mitos que deve ser combatido. No caso dos cursos de pós-graduação nas áreas da Educação e Administração que oferecemos na SIGMA, por exemplo, que são muito bem planejados e ricos em material didático e em atividades, é exigida do aluno dedicação ao estudo e à pesquisa. Não é verdade que em um curso à distância os alunos aprendem menos do que em um curso presencial.
o Quem é muito disperso, pode ter mais dificuldade nos estudos ? É verdade. A EAD não é feita para quem é pouco comprometido ou necessita de alguém cobrando seus estudos o tempo todo. É necessário um compromisso pessoal com a própria aprendizagem. Controlar o seu próprio tempo e dedicar-se com afinco aos estudos é pré-requisito para fazer um bom curso à distância.
o Dizem que para fazer um curso à distância, não é preciso sair de casa. É mito. Tomando novamente como base os cursos de pós-graduação nas áreas da Educação e Administração oferecidos pela SIGMA, durante a primeira fase dos cursos, que dura aproximadamente 5 meses, os alunos devem comparecer à escola semanalmente ou quinzenalmente, dependendo do curso, em datas previamente marcadas, para assistir às aulas. Em uma segunda fase, que dura cerca de 7 meses, ele terá mais flexibilidade de horário, podendo estudar até em casa, se quiser. Durante a terceira fase, que pode ser feita em até seis meses, ele elabora o seu Trabalho de Conclusão de Curso.
o No Ensino à Distância, é possível estudar quando quiser ou tiver vontade ? Depende. Existe uma boa margem para que o aluno monte seu próprio horário, mas também é necessário participar de discussões on-line com professores e colegas, em horários previamente marcados. É preciso ter muito cuidado com esta questão, pois deve-se ter disciplina para manter um bom ritmo de estudos, traçar uma rotina que inclua pesquisas, leituras obrigatórias e algumas complementares. Quem acha que pode estudar quando quiser, muitas vezes não encontra horário para estudar nunca. É importante ficar atento a isto !
Marcadores:
Educação,
Educação à Distância,
Falando de Educação
Coluna “Falando de Educação” - Ano II – Número 55 – 19 de Junho de 2010
As conquistas e o avanço da Educação à Distância
Depois de uma ação movida pela promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo, julgada há algumas semanas, a Justiça determinou que a Prefeitura daquela cidade não pode recusar ou negar validade a diplomas e certificados de cursos e programas a distância nos concursos públicos para preenchimento de cargos de magistério, nos processos de atribuição de turnos e de classes e aulas docentes.
A sentença ainda proíbe a Prefeitura paulista de inserir cláusula restritiva em editais de concurso para o magistério, no sentido de somente aceitar diplomas obtidos em cursos presenciais, e de impedir a posse de candidatos aprovados em cargos de magistério sob o fundamento de que os diplomas não foram obtidos em cursos presenciais, o que acontecia sistematicamente. O poder municipal da maior cidade do país vinha impedindo e negando a posse de candidatos portadores de diplomas de curso a distância, sob a justificativa de que são válidos apenas os diplomas obtidos em cursos presenciais.
Em junho do ano passado, a Promotoria já havia conseguido uma liminar que obrigava a Prefeitura a aceitar os diplomas obtidos por meio de cursos a distância, agora confirmada com a sentença. A decisão foi fundamentada, segundo o juiz, no fato de que "a legislação educacional em vigor confere validade e reconhecimento aos diplomas expedidos pela realização de cursos superiores pela via do ensino à distância. E, por conta disso, não pode haver qualquer discriminação, sob pena de vulnerar o princípio da igualdade". Ainda segundo a sentença, "diante da regulamentação federal, os diplomas de cursos superiores a distância, emitido por instituições de educação superior devidamente credenciadas pelo MEC para esta modalidade, estão amparados pela lei e não se distinguem de diplomas de cursos presenciais".
De fato, os números da Educação à Distância no Brasil impressionam. Mais de 2,5 milhões de brasileiros estudaram em cursos com metodologias a distância no ano de 2007, segundo levantamento feito pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), em sua edição 2008. A publicação também destaca o crescimento do número de brasileiros educados dentro das próprias empresas onde trabalham. Foram 582.985 pessoas em 2007. Em resumo, temos quem em cada 73 brasileiros estuda a distância. É obvio que estes dados já se modificaram com o tempo e a edição de 2010 do Anuário com os dados relativos a 2009 estão sendo aguardados com expectativa.
A Educação à Distância se apresenta como uma excelente oportunidade para aqueles que não têm condições, sejam elas econômicas ou de transporte, de se deslocar até as escolas, faculdades e universidades. Como visto anteriormente, a EAD também já se tornou uma formidável ferramenta que as corporações estão utilizando para a capacitação de seus colaboradores, com economia de tempo, esforço e dinheiro. Além disso, há sempre os casos em que o aluno faz a opção de estudar no conforto de seu lar ou de seu trabalho, evitando o desgaste das aulas e provas presenciais.
Na próxima coluna, abordaremos mitos e verdades com relação à Educação à Distância. Provaremos que está muito enganado aquele que acha que a EAD é mais fácil ou que tem um nível menor de exigência com relação ao ensino presencial. Até semana que vem.
Depois de uma ação movida pela promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo, julgada há algumas semanas, a Justiça determinou que a Prefeitura daquela cidade não pode recusar ou negar validade a diplomas e certificados de cursos e programas a distância nos concursos públicos para preenchimento de cargos de magistério, nos processos de atribuição de turnos e de classes e aulas docentes.
A sentença ainda proíbe a Prefeitura paulista de inserir cláusula restritiva em editais de concurso para o magistério, no sentido de somente aceitar diplomas obtidos em cursos presenciais, e de impedir a posse de candidatos aprovados em cargos de magistério sob o fundamento de que os diplomas não foram obtidos em cursos presenciais, o que acontecia sistematicamente. O poder municipal da maior cidade do país vinha impedindo e negando a posse de candidatos portadores de diplomas de curso a distância, sob a justificativa de que são válidos apenas os diplomas obtidos em cursos presenciais.
Em junho do ano passado, a Promotoria já havia conseguido uma liminar que obrigava a Prefeitura a aceitar os diplomas obtidos por meio de cursos a distância, agora confirmada com a sentença. A decisão foi fundamentada, segundo o juiz, no fato de que "a legislação educacional em vigor confere validade e reconhecimento aos diplomas expedidos pela realização de cursos superiores pela via do ensino à distância. E, por conta disso, não pode haver qualquer discriminação, sob pena de vulnerar o princípio da igualdade". Ainda segundo a sentença, "diante da regulamentação federal, os diplomas de cursos superiores a distância, emitido por instituições de educação superior devidamente credenciadas pelo MEC para esta modalidade, estão amparados pela lei e não se distinguem de diplomas de cursos presenciais".
De fato, os números da Educação à Distância no Brasil impressionam. Mais de 2,5 milhões de brasileiros estudaram em cursos com metodologias a distância no ano de 2007, segundo levantamento feito pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), em sua edição 2008. A publicação também destaca o crescimento do número de brasileiros educados dentro das próprias empresas onde trabalham. Foram 582.985 pessoas em 2007. Em resumo, temos quem em cada 73 brasileiros estuda a distância. É obvio que estes dados já se modificaram com o tempo e a edição de 2010 do Anuário com os dados relativos a 2009 estão sendo aguardados com expectativa.
A Educação à Distância se apresenta como uma excelente oportunidade para aqueles que não têm condições, sejam elas econômicas ou de transporte, de se deslocar até as escolas, faculdades e universidades. Como visto anteriormente, a EAD também já se tornou uma formidável ferramenta que as corporações estão utilizando para a capacitação de seus colaboradores, com economia de tempo, esforço e dinheiro. Além disso, há sempre os casos em que o aluno faz a opção de estudar no conforto de seu lar ou de seu trabalho, evitando o desgaste das aulas e provas presenciais.
Na próxima coluna, abordaremos mitos e verdades com relação à Educação à Distância. Provaremos que está muito enganado aquele que acha que a EAD é mais fácil ou que tem um nível menor de exigência com relação ao ensino presencial. Até semana que vem.
Marcadores:
Educação,
Educação à Distância,
Falando de Educação
Assinar:
Postagens (Atom)